terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sob a pancadaria de C.S. Lewis

O que poderíamos dizer sobre o C. S. Lewis? Ele é um escritor fantástico que ousa passear por diferentes gêneros. Um provocador de fé recuperada.

Os excertos abaixo foram extraídos da Revista Ultimato (Março-Abril 2010)

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O orgulho leva a todos os demais pecados: trata-se de um estado mental totalmente anti-Deus.

É a comparação que nos torna orgulhosos: o prazer de estar acima das outras pessoas. Uma vez eliminado o comportamento competitivo, desaparece o orgulho.

O homem orgulhoso, mesmo quando conquistou mais do que poderia desejar, tentará conseguir sempre mais só para garantir o seu poder.

Uma pessoa orgulhosa está sempre olhando para os outros de cima para baixo. É claro que, enquanto você estiver olhando para baixo, não terá como enxergar o que se encontra acima de você.

O orgulho não vem da nossa natureza animal, mas diretamente do inferno. Ele é puramente espiritual, e, por isso,  é o mais sutil e mortal.

O inimigo se contenta em ver você se tornando casto, corajoso e controlado, desde que consiga instaurar em você a ditadura do orgulho o tempo todo - da mesma forma que ele ficaria contente em ver você resfriado, para susbtituí-lo por um câncer.

O orgulho é um câncer espiritual. Ele corrói a própria possibilidade de amor, de contentamento ou, até mesmo, de bom senso.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O medo da missão


Antes de cumprir o papel do blog, escrever em 1° pessoa. Gostaria de falar sobre a minha motivação para postar este texto. Nós, eu e o Thiago Dayam (um dos melhores amigos que tenho, senão o melhor) temos conversado muito a distância, via Facebook  e ou por emails muito extensos. O Thi, é assim que  o chamo, foi para o campo missionário (Senegal) deixando uma carreira promissora e ...

Hoje, consumida pela saudade (afinal, ele é meu amigo de infância), fui responder com detalhes um email gigante (12 folhas no Word) que ele me enviou... Não poderia deixar a riqueza das palavras dele guardadas no meu coração egoísta. O texto foi editado, já que desejo preservar a intimidade dos nossos corações. É hora de pensar em nós..

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Thiago ... to aprendendo q pessoas sérias e com uma mensagem, muitas vezes agem  com medo de si mesmas e da sua “voz”

Hadassa: Você poderia escrever mais sobre isso?

Thiago: Isso sobre o lance da liderança ou sobre o lance d pessoas sérias e portadoras d uma msg terem medo?

Bem, acho q eh sobre o segundo ponto. Se for sobre o primeiro dpois me avise. Mas o segundo eh far more interesting.(bem mais interessante)

Simples, pessoas que têm uma missão, um propósito, que receberam uma mensagem, que tem uma “voz” têm medo de si mesmas, desse chamado e de como os outros reagirão a ele.
Essa mensagem (ou mensagens) são um fardo. Aliás “fardo” eh a palavra hebraica pra “chamado” (ref. chamado profético).

Eh difícil... ser portador d uma mensagem naum eh algo fácil. O portador normalmente eh um homem ou mulher d dores. Partilhar a verdade qdo todos querem ouvir mentiras eh pedir pra ser rejeitado e desprezado. “Lah vem o sonhador.” (referência a José -  Gênesis) Ou “Pq ele eh taum certinho?” “Deixa d ser chato.”

Enfim, daí fazemos piadinhas, diluímos um pouco a mensagem pq ela eh mtu forte. Se faz mais aceitável socialmente pq não suportamos a solidão q a nossa vocação por vezes implica e tentamos ser o mais normal possível, pq vc PRECISAMOS nos sentir AMADOS, e o amor de Deus naum nos parece suficiente, pq apesar d Adão ter tido o paraíso e a companhia d Deus “na viração do dia”, o próprio Altíssimo declarou q ele era só sem um semelhante q o amasse. Ou seja, DEUS + HOMEM + PARAÍSO = HOMEM SOZINHO. Pq Deus naum eh igual ao homem. O homem tinha Alguém acima (namely G-d, The Most High Himself - o conhecido D-s, O Próprio Altíssimo), tinha seres abaixo (td a criação), mas ninguém ao lado. Soooooo.... MAN + WOMAN (HOMEM+MULHER) (human counterbalance and partner - contrapeso humano e parceria) = MAN IN COMMUNITY(HOMEM EM COMUNIDADE).

Bem, essa teoria td naum justifica prostituir a mensagem, mas faz entender nossa necessidade desesperada de relacionamentos. Essa idéia acima escutei d uma pregaçãp do Ed q trouxe em mp3. E como ele gosta d lembrar “Pessoas precisam d Deus e pessoas precisam d pessoas.”

O lance eh q algo, me parece no chamado profético te coloca contra td e contra tds. Parece ser inerente a esse tipo de chamado a solidão.

Eh triste.

Mas eh necessário.

Mas eh triste.

Da msm forma.

Thiago Dayam Batista Martins: meu amigo, a quem amo sem reservas e ou máscaras. Admito e me orgulho da vulnerabilidade que o amor q eu sinto por ele produz.  Tenho saudades...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Assim como (s)ver o mar

Este post é fruto de um simples comentário entre amigos. Nós, sim, apreciamos Fernando Pessoa. O texto abaixo surgiu após visitarmos a exposição "Plural como o universo" no museu de língua Portuguesa..


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Uma exposição! Um andar! Um poeta! Uma única voz refletida em um tema: plural como o universo! Múltiplas características apresentadas em faces escondidas nas palavras, apresentadas no sicio do vento - calmo, porém impetuoso ao tocar nos o olhar até sorrateiramente residir nos recônditos de um coração que também se esconde.  Caminhando por poemas, excertos e aspirações, vemos materializada uma estrofe:

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Fernando Pessoa representa o mar, belo e fugaz em sua solitude. O sal, um pouco de si mesmo. Provê gosto em certos momentos, mas não é distinguível em seus excessos e excentricidades.  As lágrimas? Plenamente portuguesas e Pessoalmente particulares quando vê-se um pouco de si perdido nas ondas que intensificam sua busca por uma nova terra, a definição. Uma busca eterna para quem chora sabendo que nunca vai encontrá-la. O mar, em atividade materna, acolhe a outros, criações do dono/representante do mar, um Possêidon, um deus. Essas criações criam indagações, são em forma distintas, formas plurais, mas unidas assemelham-se a um único ser.   A cada passo uma experiência singular, um convite a identificação! Muitas vozes. Vozes de um homem de tamanha grandeza – ramificada em extensões do seu íntimo. Uma caminhada que torna possível sentir identidades perdidas no mar português. Quantos em vão procuram a verdade? Quantos procuram pelo que de fato é verdade sobre o eu, o famigerado, tão versado por Pessoa. Caminhando, as palavras são escritas na areia da praia. Cada grão mostra um detalhe. Cada detalhe compõe um apoio para caminhar. Esse caminhar nos levar ao mar.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O nós de Brennan Manning

Estamos lendo um livro,  "O Evangelho Maltrapilho", que tem mudado muitos dos nossos conceitos acerca da graça...


"O modo como somos uns com os outros é o teste mais verdadeiro da nossa fé: Como trato um irmão no dia-a-dia, como reajo ao bêbado marcado pelo pecado na rua, como respondo a interrupções de pessoas de que não gosto, como lido com gente normal em sua confusão normal num dia normal podem ser melhor indicação da minha reverência pela vida do que um adevido contra o aborto preco ao pára-choque do meu carro."


Brennan Manning

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Os provérbios que nos são inspiração

São muitos os livros que nos causam reflexões, mas entre todos eles aquele que é o mais vendido no mundo, a Bíblia, continua a acalentar-nos, corrigir-nos, quebrantar-nos, ensinar-nos e instruir-nos em qualquer momento, especialmente nas manhãs.

No capítulo 18, do livro de Provérbios, vemos palavras que produzem vida em vez de morte. Sim, as palavras têm poderes que são conhecidos por todos. Lamentamos que nem todos parem para pensar se estão gerando vida ou morte.

"A língua tem poder sobre a vida e sobre a morte; os que gostam de usá-la comerão do seu fruto" Pv. 18:21

Pensamos sobre esse versículo e chegamos a seguinte conclusão, podemos matar as pessoas a cada segundo. É  necessário termos coragem para não fazê-lo. Matar é um ato covarde!

Mais alguns provérbios que embalam nossa reflexão neste dia:

"Quem se isola busca interesses egoístas e se rebela contra a sensatez" Pv. 18:1

"O tolo não tem prazer no entendimento, mas sim em expor os seus pensamentos" Pv. 18:2

"As palavras do homem são águas profundas, mas a fonte da sabedoria é um ribeiro que transborda" Pv. 18:4

"A conversa do tolo é a sua desgraça, e seus lábios são uma armadilha" Pv. 18:7

"Quem relaxa em seu trabalho é irmão do que o destrói" Pv. 18:8

"Quem tem muitos amigos, pode chegar à ruína, mas existe amigo mais apegado que um irmão" Pv. 18:24



Soli Deo Gloria

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Considerações sobre a primeira pessoa que há em mim


Faz tempo que  tento “bloggar”, mas ainda não tinha decidido "enfim esse é o dia". Hoje, porém, no ínicio de uma madrugada, que de forma alguma foi uma madrugada qualquer,  parei pra pensar em inúmeras coisas e como escrever, para mim, é um ato de libertação, me ponho a escrever... Sei que o nome do blog, Percepções em 1° Pessoa, gera estranhamento.  Eu explico. Pensei nesse nome no dia 22 de agosto deste ano, 2010. A primeira pessoa do plural, o “nós” conhecido de todos, tem a muito tempo me intrigado (palavra que me acompanha e delicia). Quando dizemos “nós” expressamos pensamentos comuns a duas pessoas ou a um grupo. Me lembro que alguns professores sempre me diziam que na escrita acadêmica a minha opinião é irrelevante se não comprovada por alguém de renome, alguém de peso, para dar a minha opinião vida e/ou valor. Pensando nisso e em muitas outras coisas, cheguei a seguinte conclusão: eu não consigo nem ser sozinha, então por que não escrever textos que sejam retratos dos meus pensamentos e de outros. Expliquei bem?

Não posso falar da 1° pessoa do plural, nós,  sem falar da 1° pessoa do singular, o “eu”. Aí o caldo engrossa. Qual seria a melhor apresentação do meu mim (risos)? Eu  sou sensível demais, eu sou um alguém que chora nas palavras de um grande amigo, um irmão na verdade, chamado Daniel. A minha primeira pessoa se define por algumas palavras: Deus, família, amigos, música, livros (sou uma traça ), sons, cheiros,lembranças, histórias, história,  lágrimas, sorrisos e inúmeras incertezas. Meu nome é Hadassa de Almeida. Sobre o meu primeiro nome acrescento a seguinte informação:

"Hadassa, um nome judeu, tem como raiz a palavra "murta" -
um arbusto de pequeno porte - e significa fragrância.
É interessante que os ramos de murta são ainda carregados
na procissão das Festa dos Tabernáculos,
indicando paz e ações de graças.
Existe também uma variação, o nome persa, Ester,
 significa "estrela" - uma referência não só as flores
 em forma de estrela da murta, como também a uma estrela no céu".
(extraído do livro Ester de Charles Swindoll)

Brevemente me defino, eu não sou  a peça mas importante.. o “nós” é bem melhor. Hoje é só um toque por meio das palavras....
Escrevo mais quando o sono faltar ou quando o desejo de escrever se tornar a maior das escolhas.